Rogério Rosa passou pelo Armazém



Existem pessoas que se caracterizam pela sua força de vontade! Uma força que nos inspira! Existem pessoas que não baixam os braços nem desistem nas adversidades! Existem pessoas que acreditam em si e na sua força! O Rogério Rosa é uma delas! Talvez a sua formação em serviço social tenha contribuído para este espírito de resiliência, mas a paixão pela representação também tem a sua quota parte de responsabilidade! É que ser ator não é nada fácil! 

Este amor pela arte de representar nasceu em 1977 quando participou na peça de teatro “Auto dos 3 Reis Magos”, de Gil Vicente. Portanto há 36 anos que esta paixão o acompanha diariamente. Considera que o trabalho mais importante da sua carreira foi a sua estreia no cinema com o filme «As Maltratadas» de Ana Campina. "Este filme retratava a violência doméstica e tráfico de mulheres e contou com o patrocínio da APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima»", continua com entusiasmo "teve a versão em inglês, com o titulo «The Abused»," numa parceria entre atores ingleses e portugueses. Rogério participou nas duas versões e vestiu a pele de «Manel Patolas». Segundo o ator este foi o seu trabalho mais interessante pela complexidade do papel "já que se tratava de um personagem esquizofrénico e que me deu a possibilidade de o compor num Hospital Psiquiátrico de Lisboa."

Mas Rogério já teve mais experiências na 7ª arte. Já foi um dos protagonistas no filme “O Quadro”, de Diogo Andrade. Segundo ele "Este filme saiu de um workshop de cinema digital, onde os alunos escreveram um guião, a partir de 4 fotos de 4 atores convidados, e que depois os iriam dirigir." E mais recentemente participou no filme “Giácomo Variations” de Michael Sturminger, com John Malkovich e Jonas Kaufmann.



No entanto e apesar da sua incursão no cinema, se tiver que escolher entre televisão, cinema ou teatro, nem pestaneja, "prefiro teatro, porque o teatro é uma escola e temos tempo de criar e ver crescer uma personagem. Temos o gosto de pesquisar, ver filmes, ir aos sítios e dia a pós dia, vê-la crescer."


Mas Rogério já participou em programas de televisão como: "Doce Fugitiva”, “Morangos com Açúcar- Geração Rebelde", “Vila Faia”, “Perfeito Coração”, “Rebelde Way”, “Liberdade 21”, só para mencionar alguns. No teatro subiu ao palco com peças como: “Marco, um Produto de Esgoto da Cidade”- Monólogo e concorrente ao Festival da Malta-84; “A Loja do Mestre André”; “Hospício" de Peter Weiss e pelo cinema para além dos já mencionados ainda participou em “Corrupção” de João Botelho e “ O Barão” de Edgar Pêra- Nomeado para Globo de Ouro em 2012, entre tantos outros trabalhos.


Perante o panorama económico do nosso país, não é fácil abraçar uma carreira artística e quanto a isso Rogério tem uma posição muito definida " o amor à representação tem de estar acima dessas dificuldades. Todos nós, atores, sabemos que esta arte é efémera e que hoje há, amanha não, mesmo assim, é amor". E completa "podemos ter várias profissões, mas ator é, sem dúvida alguma, uma terapia para uns, um hobby para outros e será sempre a sua paixão até morrer." Já pensou em desistir, mas diz que "haja o que houver, o bichinho da representação está dentro de mim e não me deixa desistir. Até porque, fiz vários workshops e formação, bem como, uma cadeira extra curricular na faculdade de direção de atores", razões que para ele são suficientes para continuar nesta luta.

Refere que admira atores como "António Silva, único e brilhante no seu tempo"; Ruy de Carvalho, com quem gostaria de contracenar um dia "pela dedicação, amor e um profissionalismo ímpar"; Sónia Braga, "a eterna «Gabriela», que me despertou para esta arte". E Eunice Muñoz também está na lista de grandes atrizes com quem gostaria um dia contracenar.


Atualmente tem em mãos um novo projeto que o entusiasma bastante. Vai "conduzir o concurso «Mini-Chuva de Estrelas Especial Angola-Portugal». Segundo ao ator "este concurso visa apoiar residentes de um bairro problemático na zona do Vale de Amoreira". Serão dadas oportunidades a artistas locais para "apresentarem trabalhos, que dignifiquem o bairro, em conjunto com o Centro Social «O Bom Samaritano», que os ajuda no plano alimentar e não só." A ideia é "criar condições para vender os seus produtos no decorrer do programa. Este concurso está previsto arrancar no final de dezembro."

Vai iniciar, também, uma participação como colunista social na revista digital "Reviver", destinada ao público sénior. Projetos não lhe faltam!

E antes de terminar a sua passagem pelo Armazém, Rogério quis deixar uma mensagem para os mais novos: "Se desejam muito ser atores e atrizes lembrem-se que mais do que ser, é suportar as agruras que esta profissão tem e nunca desistir. A fama vem e vai, mas o amor à representação fica".

E eu deixo aqui uma mensagem para os nosso leitores, o Rogério gostava muito de desempenhar um papel de vilão, mas não de um vilão qualquer... ele quer ser o pior deles! Se souberem de alguém que esteja à procura de um vilão deste calibre, contacte o Rogério Rosa!



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