Ainda Paris... e a instalação no Panteão


O Panteão estava na lista de monumentos a visitar em Paris. E hoje vou falar-vos dele, não que tenha sido um dos monumentos parisienses que mais me fascinou, mas pela instalação de arte que nele estava a decorrer.

Este edifício nasceu  em 507 para ser uma basílica. Depois do Rei Clovis se ter convertido ao cristianismo criou esta espaço para ser a última morada da sua esposa Clotilde. Mais tarde, em 1744, a Basílica sofre uma nova intervenção, já que Luís XV quis consagrar este edifício a Santa Genoveva (Padroeiro de Paris), por atribuir a ela a cura de uma grave doença. É pelas mãos do arquiteto Soufflot, que nasce a nova basílica com o intuito de fazer frente à basílica de São Pedro em Roma. As obras são concluídas 35 nos depois por Rondelet, colaborador de Soufflot. Só em 1885 é que o edifício é definitivamente transformado em Panteão Nacional, aquando do funeral Victor Hugo.

Este edifício acolhe, na sua cripta famosos como Alexandre Dumas, Pierre e Marie Curie, Voltaire, Rousseau, entre outros grandes nomes da história de França. É procurado por milhares de visitantes, curiosos, que para além de apreciarem a arquitetura do edifício, procuram também um momento, junto ao túmulo de um destes moradores permanentes, para lhes prestarem homenagem.

Mas é na Cúpula (tanto no seu interior como no exterior), e no primeiro piso do monumento que os visitantes são verdadeiramente surpreendidos pelos 4.000 rostos anónimos, de todo o mundo, assinados pelo fotógrafo francês JR e que fazem parte e uma maravilhosa instalação artística. JR pretende com este trabalho "encarnar a dimensão humanista e universal do Panteão". Estes rostos a preto e branco cobrem o chão e a cúpula do edifício através da técnica de colagem fotográfica. Eu acho que esta instalação consegue captar de tal forma a atenção dos visitantes, que até as pinturas sobre telas dedicadas à história de Santa Genoveva, ficam para segundo plano. 

A instalação estará patente até dia 05 de outubro. Se forem até Paris, não se esqueçam de visitar o Panteão. 



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