Um pouco de Tudo, por Aldy Coelho



Com saúde não se brinca

Que a vida é um ciclo, isso é fato. Passamos por momentos bons e ruins a todo o instante que se revezam para mostrar que somos humanos, impotentes a certas coisas e que, em determinadas ocasiões nos fazem estender a mão, seja para ajudar ou para pedir ajuda. Este ano, que para mim foi um ano de total transição, também foi um ano de mudanças materiais e mentais, talvez esta, a mental, seja a mais importante delas.

Acontece que, para certas mudanças, é preciso passar por algumas provações que nos fazem ‘cair na real’ como se diz por aqui. Para essa minha mudança mental, foi preciso estar com a saúde em risco para entender a importância do meu corpo e de hábitos saudáveis para evitar problemas de saúde ainda piores.


Foi na época da Copa do Mundo que as dores se intensificaram e fui diagnosticada com cálculos renais de aproximadamente 2cm com necessidade de cirurgia urgente, caso contrário, poderia perder o rim direito, que estava obstruído. Ouvir isso de um médico e buscar ajuda do funcionalismo público para tal empreitada foi um sacrifício, talvez mais estressante do que dolorido. 


Confesso que tenho esse problema há tempos, mas, por um descuido meu, tive que chegar a este ponto para entender que com saúde não se brinca. O descuido foi a falta de acompanhamento médico, alimentação errada e, principalmente, falta de ingestão de água. Uma coisa simples que eu poderia ter feito, já que é um problema recorrente, que eu poderia ter me atentado mais, mas foi preciso chegar a este ponto para eu perceber o quanto minha saúde é importante e que a única responsável por ela sou eu.


Tive que parar a minha vida para fazer uma cirurgia, até então simples, mas que, se demorasse mais um ou dois meses, poderia ser pior. E para ajudar, o único hospital público que faz esse tipo de cirurgia (de nome apavorante) chamada “nefrolitotomia percutânea”, está passando por uma séria crise de gestão. O imbróglio do diagnóstico até a data da cirurgia deixaria este post imenso, pois foi absurdamente estressante fazer tudo sem plano de saúde, mas com a ajuda de algumas pessoas importantes (e uma dose de insistência) agora consigo respirar aliviada.


No início de setembro, mês do meu aniversário, passei cinco dias no hospital para este procedimento. Convivi com pessoas com problemas semelhantes que se agravaram e estavam lá para a retirada do órgão, e pude ver pessoalmente que não é nada bom. Ok, dá para viver com um único rim normalmente, mas convenhamos que ter dois rins funcionando é melhor do que ter apenas um.

A cirurgia consiste na introdução de um nefroscópio na região das costas até o rim (como na imagem) para a retirada dos cálculos e, para minha surpresa, eu não tinha apenas um, mas três cálculos de 2cm cada. Poderia não ter passado por isso somente com dois cuidados: água e alimentação, mas acabei descobrindo da pior forma. 


Agora estou bem, em repouso, e aproveitando para escrever este caso para alertar, pois este problema é silencioso e mais comum do que se imagina. Consulta médica com exames de imagem ajudam a diagnosticar os cálculos renais antes de a dor atacar, que ainda pode vir acompanhada de vômitos, diarreia, sangue na urina e em casos mais graves (como foi o meu) febre alta com calafrios devido à infecção.


Para prevenir o problema o ideal é tomar, em média, 3 litros de líquidos por dia, como água e sucos naturais, reduzir as quantidades de sal e proteína das refeições e fazer exercícios físicos regularmente. Na verdade, esses hábitos saudáveis ajudam a prevenir esta e muitas outras doenças. Uma vida saudável reflete no corpo, na mente, nos tornam pessoas mais felizes, e lembrando: com saúde não se brinca!



Aldy Coelho
aldycoelho@gmail.com

(esta crónica é escrita em português do Brasil) 

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