6 perguntas a Joll


A vida é tão querida! Quando menos esperas ela coloca no teu caminho pessoas lindas, por quem te apaixonas de imediato. Eu adoro quando a vida me presenteia com seres extraordinários. Primeiro, conheço a Lúcia José, a autora da rubrica "O meu admirável mundo da escrita" e pouco tempo depois, por intermédio dela, conheço o talentoso e surpreendente Joll. Ele é o responsável pelas ilustrações da rubrica da Lúcia, aqui no blog. 

O nosso primeiro encontro foi no Restaurante Maria Laranja, onde está a decorrer a sua exposição "Caminhos de Água e Tinta". Foi um momento inesquecível, porque pareceu um reencontro de amigos de longa data. Já devem ter sentido algo parecido, certamente. É mágico. Não é? 

Então, está na altura conhecerem esta pessoa linda, porque se há coisa que eu gosto é de partilhar com vocês o que me enche o coração e a alma. 

Aqui fica a traço rápido o retrato de Joll! Apaixonem-se!


6 perguntas a Joll

Quem é Joll?
Simplesmente um ‘miúdo’ (como uma colega aguarelista carinhosamente me apelidou) apaixonado ainda pela vida, por tudo o que me rodeia, tentando – desde pequeno – com olhar atento, passar por rabiscos e letras o que sente. Simplesmente José Leal, daí Joll. Escrevi um texto simples que me identifica: “Sou o que sou. Metade do meu ser, herdei ao nascer. A outra metade, apenas quero ser.”


Quem nasceu primeiro na tua vida, o desenho ou a palavra?
Não é fácil ter a noção da génesis de Joll, já que desde cedo, comecei a interessar-me por letras e rabiscos. Aos 4 anos de idade, sabia ler e escrever, e na mesma idade recebi a minha primeira caixa de aguarelas pela mão do meu pai. Na mesma idade, orgulhosamente ostentava a minha primeira ‘Parker’, oferecida pelo meu avô. Parecia que haveria uma ‘luta’ entre elas. Mas não. Eles sabiam que em qualquer lado onde houvesse ‘meio’, nem que fosse um guardanapo de papel de um café, eu pedia logo um lápis ou uma caneta. Ainda hoje não perdi esse hábito, e os ‘cafés’ onde paro já me conhecem; bem, os ‘cafés’ e as crianças que já de longe me chamam ‘o senhor dos desenhos’ e, em jeito de agradecimento, sempre levam um presente rabiscado, claro, num guardanapo de papel. Aproveito também muitas vezes para escrever sobre essas histórias e momentos, seja por um texto, seja com um desenho.

Podes partilhar connosco uma história interessante em torno das tuas obras?
Tantas, tantas! Uma particularmente que deu origem na hora a um poema e a uma aguarela rápida: “Tudo num Olhar!”. Uma história de vida, amor, que recebi dos olhos ternurentos de um cão que simplesmente me escolheu para lhe dar atenção. Abeirou-se de mim na esplanada de um café, e perante o seu olhar, reparti com ele o que comia. Não me largou. Comprei-lhe alimento próprio e, ali mesmo, teve o seu repasto. Quando terminou, levantei-me, e ele simplesmente me acompanhou – quieto – com o olhar mais terno que me lembro. Parecia feliz, mas ao mesmo tempo já nostálgico da minha partida. Deu-me tudo! Sim, tudo num olhar! A aguarela e o poema, eternizaram o momento.


Qual a tua fonte de inspiração?
A vida! E há vida, tanta, numa pequena flor na beira de um passeio, no olhar de um gato ou cão, numa paisagem – campestre ou urbana – em gentes que passam ou que simplesmente param. E esses momentos, são vida! O sentimento que ela me dá, no dia, no momento em que pinto, pelas cores, odores, pelo movimento, ou simplesmente pela quietude do que me apraz sentir. Depois, como costumo dizer, é deixar fluir o sentimento até ao papel, com letras ou rabiscos. Mas sentido, vivido!

"Caminhos de Água e Tinta" para onde te levam?
Aos ‘cantinhos’ (alguns, apenas alguns) mais belos do nosso imaginário paisagístico. E digo imaginário, porque apesar de reais, procuro sempre uma história por contar a quem vê as minhas aguarelas, neste caso também sketches, já que faço parte dos Urban Sketchers Portugal. Procuro passar rapidamente através de simples linhas, com água e tinta, o que vejo, sinto, deixando uma história para quem as ama. São percursos, caminhos que se descobrem! Daí o tema “Caminhos de Água e Tinta”.

Bogalhal Velho, Pinhel


Cromeleque dos Almendres

Se te pedíssemos para descreveres o Armazém de Ideias Ilimitada seria através do desenho ou das palavras e porquê?
É a pergunta para um milhão de euros?! A final?! Tão difícil. Ideias podem ser sentidas de tantas formas, expressas hoje em palavras, amanhã, ou quem sabe, numa mudança de humor ou estado, em desenho. No meu caso, muitas vezes as ideias são expressas por palavras, mas já foram vistas pelo ‘olhar de desenho’. Outras vezes, surge o desenho e dele – e por ele – as palavras. E se as ideias são ‘ilimitadas’, e precisam de armazém, então, não haverá fim de palavras, nem de desenhos. Haja apenas papel e tinta, letras e rabiscos.


Se quiserem conhecer um pouco do trabalho de Joll é só passarem pelo Restaurante Maria Laranja até dia 20 de novembro e apreciarem "Caminhos de Água e Tinta".


 Idanha-a-Velha
Monsanto

Rosarinho

2 comentários

José Leal disse...

"Quem cedo e bem aprende, tarde ou nunca esquece.
Quem negligencia as manifestações de amizade, acaba por perder esse sentimento."
William Shakespeare
Tenho há algum tempo, a oportunidade de colaborar neste blog Armazém de Ideias Ilimitada com a blogger e escritora Lúcia José.
Hoje partilho convosco um pouco do 'pouco' de Joll. Obrigado pela oportunidade recíproca de manifestar amizade.
Obrigado Rosária Silva e Susana Figueira.
Obrigado Armazém de Ideias Ilimitada

Natércia Correia disse...

Joll ;) adorei ler as tuas 6 respostas
Encontro marcado para breve
Beijo

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