Apanhar Castanhas com um 'chef' e... algumas "peripécias"


Ainda no 'rescaldo' do São Martinho, por aqui, todas as desculpas são boas para estarmos em contacto com a natureza e, ainda por cima, em boa companhia.

Por isso, sempre que a nossa querida Cláudia Mataloto, da Fruta da Época, nos desafia a irmos com ela à apanha de… já quase nem precisa de nos dizer o fruto, que as miúdas estão lá!

E, tal como prometido, depois das Amoras e dos Medronhos, fomos às Castanhas. Nem a propósito, estamos no São Martinho. Uma pessoa habitua-se e torna-se um 'vício'! O que nos vale é que é um bem saudável! 😊

Desta vez, guardámos uma tarde de um feriado para esta 'aventura' pelos caminhos da maravilhosa serra de Sintra. E o dia estava magnífico para mais uma caminhada entre amigos.

Sim, amigos, porque tivemos companhia. Além do J, que dá um ar de sua graça de quando em vez e que nestas ocasiões rapidamente assume o papel de 'fotógrafo de serviço', conhecemos o chef António Pires, docente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.


E a companhia não podia ter sido melhor! O chef António Pires enriqueceu a experiência, porque, primeiro, sabia quais os caminhos que nos levariam às melhores castanhas e, segundo, porque revelou-se um grande contador de estórias da História, dando-nos conhecimento ao longo do percurso de alguns episódios e curiosidades.

Uma vez mais, numa tarde conciliámos diversão, aprendizagem, exercício físico e natureza no meio das encantadoras serra e vila de Sintra, em excelente companhia.

"Peripécias" que me acontecem na apanha de...

Em relação à apanha da Castanha propriamente dita, começo já por dizer-vos que a minha sensibilidade para estas aventuras rurais pode ser comparada a um elefante dentro de uma loja de cristais. Já vos disse que sou um bocadinho xoné, às vezes?! 😜

Já quando fomos às amoras, aqui esta miúda nem se lembrou que ia para o meio das silvas e, como estava muito calor… "ai vamos para a serra, caminhar, então, com este calorzinho vou de calções!" Big mistake, como devem calcular. Arranhões com fartura nas pernocas!

Desta vez, assim que chegámos ao local onde estavam os primeiros ouriços no chão, como quem nunca na vida foi às Castanhas, lancei a minha mãozinha direto num ouriço! Claro que um "Ouch!" saiu logo da minha boca (e mais qualquer coisinha que não vou dizer aqui 😛) e o ouriço voltou ao chão.


Pois então, "Susie, tens de abrir o ouriço com o pé", "rolas o pé para a frente e para trás em cima do ouriço até ele abrir". "Aaaaaah ok! Obrigada pela dica." Já não caio noutra… até à próxima!

Lição aprendida, lá seguimos, apanhando o que ainda havia pelo chão. É que já alguém tinha passado por ali antes da nossa incursão e, pelo menos em quantidade, esta nossa aventura rendeu pouquinho. Ainda assim, posso dizer-vos que eram poucas e pequeninas, mas bem gostosas!

Ainda assim, um outro episódio fez-me pensar: "Hmm… estou a transformar-me numa espécie de versão feminina do Nuno Markl." A quem acontecem as coisas mais bizarras e estapafúrdias. Eu explico.

É que ultimamente consigo que me aconteçam os fenómenos mais estranhos, como entrarem-me pedrinhas para o calçado quando estou... de botins! Botins, que têm um pouco de cano pela perna acima, estão a ver!!!


Nesta aventura da apanha da Castanha, depois de picar a mão (e aqui conta mais como azelhice), lá seguíamos pelo Caminho dos Castanhais e de repente… Ui! O que é isto?! Para tudo! Tenho uma coisa a picar-me o dedão grande do pé! 😱

Descalcei-me e qual não é o meu espanto ao ver que tinha um pico de ouriço bem espetadinho no dedo do pé, de baixo para cima! Como é que aquele pedaço de espinho pontiagudo atravessou a sola dos ténis (grossa) e foi espetar-se bem no meio do dedo, não faço ideia! Acho que começo a criar uma espécie de "aura twilight zone" em volta da minha pessoa.

Castanhas na cesta e uma Fruta da Época prometida

Voltando ao que ali nos levou naquela tarde, da quantidade de Castanhas que apanhámos, dividimos de forma a que a maioria ficasse com a Cláudia Mataloto para uma próxima receita da sua Fruta da Época. Digo-vos apenas que ouvir a palavra 'risotto' associada a Castanhas deixou-me com água na boca. Já pela receita, temos de esperar só mais um bocadinho! 😉


Com poucas, mas boas, demos por terminada a nossa "missão". No fim desta aventura pelos Caminhos dos Castanhais, concordámos que merecíamos um pequeno manjar para repor energias e nada melhor do que travesseiros e queijadas! Afinal, estavámos em Sintra! E, acreditem, pareceu-me estar a comer a melhor iguaria do mundo e arredores! Há tanto tempo que não comia um travesseiro de Sintra! Temos realmente a melhor gastronomia e doçaria do mundo!

E vocês já se atreveram a ir à apanha de… Contem-nos tudo, que somos umas curiosas!

Susana Figueira


No início da nossa caminhada, pela linda serra de Sintra 💛

A Rosarinho a explicar-me a apanha "do ouriço" 😛

As miúdas e o chef António Pires em ação

É por ali! 😉

No Caminho dos Castanhais... pela lente sempre atenta do J 😉
 
Lá íamos as três, já com a cesta e as sacolas "atestadas"

Linda Sintra! 💙
Obrigada Cláudia Mataloto e chef António Pires pela fantástica tarde e experiência! 


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