Marcos Caruso: É um "escândalo" não assistir

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Monólogo.

À partida, quando ouvimos esta palavra pensamos "que seca!", "calem-me esta pessoa", "vou adormecer" (esta ocorria-me muitas vezes nas aulas de História das Ideias Políticas, nos tempos da faculdade 😉 )…

E quando estamos a falar de monólogos em Teatro, confesso que tenho sempre algum receio.

Porém, quando estamos a falar de Marcos Caruso e do seu "Escândalo Philippe Dussaert", de Jacques Mougenot, o caso muda radicalmente de figura.

E eu tive o prazer e o privilégio de assistir a este monólogo, no passado fim de semana.

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O ponto de partida é a vida e obra do pintor francês contemporâneo Philippe Dussaert, cuja obra acaba por levar a uma apurada reflexão sobre o que é e quais são os limites da arte contemporânea, sempre com muito humor à mistura.

E digo-vos bem alto: Não há um único momento enfadonho neste monólogo!

Muito por culpa do excelente ator que temos ali à nossa frente, em cima do palco, que começa logo por nos receber à entrada da sala de espetáculos. 😊 Marcos Caruso agarra-nos de forma habilidosa com a história que nos está a contar.

Cria-se uma empatia entre ator e público, que, na maioria das vezes, não conseguimos sentir por cá. Os artistas parecem-nos sempre "seres" inalcançáveis… e depois há Marcos Caruso!

Portanto, a sugestão que tenho para vocês hoje é… vão passar uma tarde ou o serão na companhia de Marcos Caruso! 😉

Para quem está na capital, já só têm até ao próximo domingo, dia 25. O local é o Casino Lisboa. Depois a peça entrará em digressão pelo país.

Susana Figueira

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