As coleções da nossa infância... e juventude


Num destes dias, estava eu na casa da minha mãe, a dar-lhe uma mãozinha nas arrumações de primavera, quando sou surpreendida pela minha antiga coleção de postais guardada, religiosamente, numa gaveta. Foi a descoberta de um tesourinho que me trouxe muitas recordações de tempos que já lá vão. Por isso, hoje, motivada pelos dois sacos cheios de postais que trouxe aqui para casa, vou escrever sobre as coleções da nossa infância... e juventude.



Para começo de conversa sai já uma pergunta da gaveta com cheiro a naftalina:

Vocês são pessoas para se juntarem ao clube da malta que colecionava qualquer coisa?

Eu tinha várias coleções nos meus tempos de meninice. E atenção, não eram só as coleções de cromos, que por acaso nunca conseguia completar (ficavam sempre a faltar dois ou três...), eram coleções de coisas. Eu colecionava borrachas, daquelas com cheirinho, lápis (ainda hoje tenho uma pancada por lápis... sempre que vou a um museu, palácio ou outro tipo de monumento, compro um lápis e uso-o até ao fim), folhas de papel de carta cheirosas (quem nunca?), recortes de revistas dos meus ídolos, porta chaves, autocolantes (a janela do meu quarto estava cheia deles!!!) e postais. Os tais postais que me levaram a escrever este post.



Maioritariamente eram postais de locais turísticos, que eu recebia pelo correio ou que pedia a alguém que me trouxesse quando regressasse de uma viagem. À minha coleção de mais de 200 exemplares também se juntaram alguns bem antigos (com mais de 50 anos), oferecidos pelos mais velhos (avós, pais...).



Quando abri aquela gaveta e o cheirinho da infância invadiu a minha memória, não resisti e espalhei-os todos à minha volta. Que momento tão especial. Alguns trouxeram-me grandes recordações, principalmente aqueles que estavam escritos... Postais de amigas, que me escreviam durante o período de férias, quase sempre por terras Algarvias. Outros, nem me recordo de como chegaram até mim.

A verdade é que de todas as coleções que fiz, esta foi a única que sobreviveu, até hoje, fechada numa gaveta por mais de 15 anos. Tenho postais de Portugal, de Espanha, de França, de Itália, da Alemanha, do Brasil, da Colômbia, do Japão, da Austrália, da Índia, da China... 



E o que fazer com esta descoberta? Bom para já vou selecionar os mais antigos, os que me trazem grandes recordações e os mais bonitos. Depois vou guardá-los, não numa gaveta, mas numa caixa charmosa e que esteja sempre à mão de semear. Porque a qualquer momento posso construir um mural com alguns destes achados. Os restantes vou dividi-los em dois grupos: aqueles que eventualmente poderei oferecer a amigos com mensagens especiais e os outros que irei levá-los ao pessoal que vende velharias/antiguidades... pode ser que estejam interessados em adquirir alguns... Acho que é mais justo do que depositá-los num contentor de reciclagem. 







Na verdade não posso ficar com todos... Por isso a minha escolha tem como base um princípio da especialista em organização de espaço, Marie Kondo:  "Uma casa com alegria é como o seu museu pessoal". Sendo assim só vou ficar com os postais que me trazem alegria.

E agora coloca-se outra questão:

Das coleções que fizeram na vossa infância e juventude, qual a que sobreviveu até aos dias de hoje?

Rosarinho

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