Uma miúda em Nova Iorque #1

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Em primeiro lugar, devo dizer que, para mim, esta foi essencialmente uma viagem de sensações. Talvez porque nos dias de hoje tenho os meus sentidos mais despertos, o certo é que Nova Iorque é uma cidade que apela mesmo a todos os sentidos.

Ok, depois de vos 'aguçar' a curiosidade em imagens, vamos lá então iniciar este périplo a que resolvi chamar "uma miúda em Nova Iorque". E para tal, vou começar pelo princípio, ou seja, pela chegada. 😊

Aterrar no aeroporto JFK, em Nova Iorque, é por si só toda uma experiência para quem, como eu, visita pela primeira vez as terras do Tio Sam.

É que, desde o momento em que passamos por um controlo mais 'apertado' para entrar no país – o primo Pedro, vá-se lá saber porquê, teve 'direito' a uma second inspection, please – tudo apela aos sentidos. Tenho para mim que a sra. Polícia 'engraçou' com ele. 😉

Passado o controlo e recolha de bagagens, dirigimo-nos à saída para arranjarmos 'boleia' para o hotel. Posso dizer-vos que o dia 23 de maio em Nova Iorque foi quente, porque àquela hora da noite, cerca das 21h00 locais mais ou menos, estava uma bela noite de verão.

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E peço que me desculpem alguma 'meninice', mas a primeira sensação que tive da cidade foi mesmo do género uma criança que vê, sei lá, o mar pela primeira vez, ou entra num parque de diversões. Estão a ver aquela inocência e pureza de olhar as coisas que só as crianças possuem?! É mais ou menos esse o sentimento. Creio que já vos terá acontecido o mesmo em determinada altura da vida, certo?!

Começou no yellow cab que nos transportou para o aeroporto e, pelo caminho – pela Queens Boulevard –, foi um desfile dos famosos táxis nova-iorquinos, de casinhas daquelas de construção típica americana, de carros-patrulha NYPD!!! … ou seja, a primeiríssima sensação que tive foi: "Estou no cenário de um filme ou de uma série!"

A sério! E esta foi uma sensação sempre muito presente também nos dias que se seguiram. O facto de estar perante símbolos que identificam a cidade – a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, ou a Brooklyn Bridge (e esta vai ter direito a post), só para nomear alguns  e mesmo o país, que apenas estamos habituados a ver através dos ecrãs de TV, provocou em mim uma enorme sensação de felicidade. Do género "estou mesmo aqui", "não estou a ver isto na televisão".

Caramba, até vi passarem os famosos yellow school buses!!! 😊 Eu sei, pareço uma criança, mas eu avisei.

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E o deslumbramento não se ficou por aqui. Percorrer as ruas de Manhattan, fez baixar em mim um sentimento avassalador, ao tomar verdadeira consciência da altura daqueles arranha-céus! É tudo muito alto meeeeesmo! E, aliás, deu para perceber que na cidade, ou mesmo nos EUA, tudo existe em tamanho XXXXL. Tudo é gigante! Fez-me sentir, ao mesmo tempo, muito pequenina (ok, eu sei que sou pequena, mas ainda mais) e deslumbrada com esta realidade. Ah e à conta disto apelidei Nova Iorque de "a cidade dos torcicolos", pois se passamos a vida a olhar para cima…

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Mas não pensem que Nova Iorque só 'mexeu' com o meu sentido da visão. Nada disso. Uma outra característica da cidade, quer dizer, pelo menos em determinadas zonas mais movimentadas, é o constante cheiro a comida… desde muito cedo. São muitos e variados os conceitos de street food. Nem sempre os melhores, é certo, mas há para todos os gostos.

Portanto, se como eu têm uma memória olfativa apurada, por certo entenderão que, depois desta viagem, aromas virão que me farão 'viajar' até às movimentadas ruas de Manhattan!

Por hoje, em jeito de resumo, e contrariamente à minha expetativa, digo-vos que esta até foi uma viagem muito sensorial. Tive a oportunidade de viver e sentir Nova Iorque e comigo trouxe experiências que (pelo menos tão cedo) sei que não se irão repetir. Por isso, fiquem por aí, porque esta miúda ainda tem umas coisas para contar. 😉

Ah, é verdade, e a bandeira dos EUA está mesmo por todo o lado! 

Susana Figueira

P.S.: Ah, a audição também é muito estimulada... aquilo é malta que gosta de dar uso às buzinas dos bólides, irrrrra! (a propósito, em jeito de curiosidade e porque me chamou a atenção, Manhattan tem um parque automóvel muito de híbridos e, claro, os SUV estão por todo o lado)

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