Uma visita ao Fluviário de Mora

Fluviário de Mora


Desde que o Fluviário de Mora foi inaugurado que se instalou em mim e no J. uma grande vontade de o visitar... Isto foi em 2007... Estamos em 2018... Passaram-se 11 anos.  Mas a miúda chegou lá! Finalmente surgiu a oportunidade de viajar até Mora. Um fim de semana na paz do Alentejo para recarregar as baterias já gastas de um ano que tem sido muito intenso e feliz.  O intuito deste fim de semana era o de participar num evento da Trilhos Nocturnos - caminhada e canoagem no rio Raia. A "desculpa" perfeita para, finalmente, visitarmos o primeiro grande aquário dedicado aos ecossistemas de água doce.

À nossa espera estavam, a mascote fofinha do Fluviário e os 600 exemplares de 69 espécies que habitam este espaço de sensibilização ambiental. Fiz uma viagem por Portugal da nascente até à foz. Mas também visitei espécies da Península Ibérica, bacia hidrográfica do Rio Amazonas e dos grandes lagos africanos do vale do Rift.

Mascote do Fluviário de Mora

Este espaço com uma forte vertente educativa e ambiental é um local que nos faz refletir muito. Porque sempre que paramos para ler com atenção a informação que identifica as espécies, percebemos que são muitas as que têm o seu estatuto de conservação vulnerável. Nesta viagem pelo rio foram vários os momentos em que abrandei e sentei-me na "sua margem" porque queria ficar, simplesmente a admirar o bailado subaquático do achigã, do barbo de cabeça pequena, da dourada, do bordalo, do peixe gato... Parar, admirar, aprender e contactar de perto com espécies que raramente observamos foi um privilégio.

Fluviário de Mora

Fluviário de Mora

Esturjões no Fluviário de Mora

A miúda destaca dois momentos altos desta visita: os monstros do rio e as queridas lontras. Vamos por partes. Assisti a alguns episódios do programa do Discovery Channel, "Monstros do Rio", apresentado pelo biólogo e perito em pesca Jeremy Wade. Não que fosse um programa que me fascinasse, mas como  o J. gostava de ver, por vezes deixava-me estar na sua companhia e viajava nas lendas e mitos deste predadores de água doce. E de repente, tenho alguns exemplares à minha frente! Carpas enormes, estorjões e barbos-comuns, todos ali a deixarem-se fotografar. Tive de parar, sentar-me (mais uma vez) e trocar impressões com J. que até conhece bem as espécies, seus hábitos e curiosidades. Já as lontras amorosas estavam a almoçar e é um espetáculo a não perder quando visitarem o Fluviário. Existem dois horários de alimentação às 12h45 e às 16h40.  Creio que foi o local onde fiquei mais tempo em contemplação e sob o olhar atento do cisne-branco residente no lago do Fluviário.

Monstros do Rio no Fluviário de Mora

Lontras do Rio no Fluviário de Mora

Lontras do Rio no Fluviário de Mora

Lontrário do Fluviário de Mora

Antes de avançarmos para os habitats exóticos impôs-se uma vista à Sala Saramugo onde podemos observar espécies autóctones de répteis, moluscos e anfíbios e mais uma vez refletirmos sobre o perigo a que estas espécies estão expostas. E por fim, bem na reta final aguardavam-nos as piranhas, as pererecas, a anaconda... tudo isto num ambiente mais escuro e misterioso onde as espécies exóticas lançam o seu encanto hipnótico ao visitante.

Sala Saramugo no Fluviário de Mora

Habitats Exóticos no Fluviário de Mora

A saída faz-se pela loja onde não resisti a comprar uma caneta! Uma pequena lembrança de um sítio que deixou saudades! E depois de tanto navegar por estes rios e lagos fiquei com apetite e escolhi o Restaurante do Fluviário para almoçar, com vista para os monstros do rio.

Restaurante do Fluviário

Exterior do Fluviário de Mora


Vocês já visitaram o Fluviário de Mora? Do que estão à espera? 
Não façam como eu que demorei 11 anos para o visitar!

Rosarinho

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