A magia das máquinas fotográficas analógicas

máquina fotográfica Olympus

 Num destes dias, comecei a fazer umas arrumações no escritório, daquelas em que pratico o desapego, sabem? Algumas coisas vão para o lixo, outras gosto de oferecer (porque o que já não serve para mim, pode servir para uma amiga). Existe um livro que fala desta temática, a Anna já o recomendou lá no blog - “Adeus Coisas”. 

Bom, mas voltando às arrumações. No meio de tanta gaveta, prateleira, papelada, livros, encontro uma Olympus Superzoom70. UAU!! Nem sabia que tinha uma preciosidade deste calibre em minha casa! Esta máquina fotográfica analógica do século passado (soa estranho, mas é verdade) é do meu querido J. e estava abandonada no fundo de uma gaveta. Segurei-a com muito carinho e pensei: “Era tão bom se ainda tirasses fotografias!” Coloquei pilhas e ela ligou! Bom sinal! Senti uma enorme vontade de correr para uma loja de fotografia, comprar um rolo e testá-la. Mas ela já estava parada há tanto tempo que tive receio. Resolvi falar com o meu amigo Luís Bento, fotógrafo e diretor da Sekreta Magazine. Ele disse que tudo parecia estar normal e que o melhor mesmo seria experimentar. Vocês nem imaginam a alegria que aquelas palavras me trouxeram! 

No dia seguinte, fui a uma loja da especialidade comprar um rolo 200 ASA. A senhora que me atendeu achou imensa piada ao meu entusiasmo (parecia uma miúda pequena com um novo brinquedo). Eu sei que, hoje em dia, com a tecnologia que temos ao nosso dispor, tiramos fotografias com imensa qualidade, que superam as das máquinas analógicas. Hoje, podemos tirar 100 fotografias até acertarmos com o enquadramento, com a luz com o sorriso mais bonito; apagamos logo aquelas que não gostamos; imprimimos só as que amamos e tudo isso está muito bem. Mas e a magia? A magia de olharmos por um quadradinho ínfimo e tentar colocar tudo lá dentro? A magia de tirarmos as fotografias com muita precisão? É que os disparos têm de ser perfeitos, a máquina tem rolo e é limitado, só temos uma oportunidade por cada imagem que captamos. E a magia de não saber como ficaram as fotos? O ter de esperar que o estúdio faça a revelação? E a magia da curiosidade? E a magia quando abrimos o envelope e começamos a ver as fotografias? Pois é! Há quem diga que o antigo é peça de museu, eu discordo. O antigo traz-nos tantas lembranças e tantas e boas emoções! Faz-nos tão bem à alma, sair de um registo automatizado e voltar a refletir e a pensar antes de carregarmos no botão.

máquina fotográfica Olympus

Ora, com um rolo de 24 fotografias na Olympus lá fui eu de fim de semana para Mora. Não deixei de fazer fotos com o telemóvel, mas algumas quis captar com a magia vintage. Adorei fotografar o campo, as flores e os habitantes do Fluviário! Mas a verdade é que das fotos do Fluviário só a do ganso é que escapou! As dos peixes ficaram tremidas. Na semana seguinte, celebrámos um ano de “Livros à Sexta” (o nosso Clube de Leitura) e lá fui eu toda feliz com a Olympus atrás de mim. Estas até ficaram boas! E por fim aproveitei o evento “Páginas Salteadas” para acabar o rolo. Bom, cortei a cabeça ao #instahusband da Joana Clara... (desculpa). A verdade é que arrumar toda a gente num quadradinho tão pequeno é uma grande ginástica.  Mas tudo isto faz parte. E é tão giro!

Fotografar com máquina analógica

fotografar com máquina analógica

fotografar com máquina analógica

Como sabem, estou de férias e na mala levei comigo a Olympus Superzoom70 para captar os momentos mais especiais… para mais tarde recordar ;)

E vocês aí por casa têm alguma máquina fotográfica analógica? 

Rosarinho

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