Óscares 2019: As escolhas das miúdas

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Após o 'interregno' do ano passado, as miúdas decidiram, voltar a assistir à cerimónia de entrega dos Óscares 2019... em direto!!! Pois, ainda não é desta que vamos a L.A., mas, sim, gostamos de cinema a esse ponto! Por todo o glamour que rodeia o evento, afinal, não é todos os dias que se pode ver uma passadeira vermelha daquele 'gabarito'! E a questão de estar a ver 'na hora' pesa sempre muito, afinal, fomos daquelas pessoas que assistiram em direto à gaffe de há dois anos, quando anunciaram "La La Land" como vencedor do Óscar de Melhor Filme e, afinal… para tudo!!! Ups! Não é este o envelope! O Melhor Filme de 2017 é "Moonlight"! Estás a ver o que podemos perder se estivermos no conforto da nossa cama, a dormir? Hahaha

Por isso, este ano, decidimos vestir os nossos melhores outfits (leia-se, pijamas) para a estarmos presentes na red carpet do Dolby Theatre, em Los Angeles (ou no sofá lá de casa), e voltar a viver esta maratona televisiva.

E esta decisão deu lugar a uma outra ideia: e que tal assistirmos ao maior número de filmes a concurso (pelo menos os concorrentes a Melhor Filme) e selecionarmos cada uma um para escrevermos um post? Já sabes que nem de longe pretendemos vir para aqui fazer crítica cinematográfica, até porque nenhuma de nós o é. O que gostamos mesmo é de falar sobre o que os filmes, as músicas, as experiências nos fazem sentir. De preferência, bem. Por isso, sem alongar muito mais esta introdução… let the Oscars begin

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"Green Book", ou meeesmo "Um Guia Para a Vida"

Apesar de ser fã dos Queen e do seu inigualável vocalista, desde que me lembro - no que à música diz respeito, é o concerto que mais pena tenho de não poder assistir ao vivo, com Freddie Mercury, claro - e ter gostado muuuito do filme, que me fez viajar atrás no tempo, cantar, chorar, rir… dos filmes nomeados que vi, foi "Green Book" a conquistar o coração desta 'cinéfila'! Adorei! Já vi duas vezes! (os que ainda não vi são "Vice" e "Roma")

Baseado numa história verídica, fui simplesmente arrebatada pela 'fantabulástica' interpretação de Viggo Mortensen, do seu 'relações públicas' Tony Lip. Já em 2017 achei que merecia ter levado para casa 'a pedra preciosa'... ai perdão, o Oscar pelo seu extraordinário "Capitão Fantástico". Portanto, na minha modesta opinião, se a estatueta for para Viggo Mortensen será muito bem entregue. Que me desculpe Rami Malek e o seu perfeito Freddie Mercury. Hmm… acho que este é um ano bastante equilibrado em termos de nomeações, portanto, a tarefa não se adivinha fácil (lá está falta-me o "Vice", do camaleónico Christian Bale).

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Mas voltemos a "Green Book". Apesar de abordar assuntos sérios e delicados - que, infelizmente, ainda hoje são muito reais e atuais, como o racismo, a homofobia, os direitos humanos... -, a verdade é que o faz através de um Tony Lip que tem tanto da brutalidade a que a sua profissão obriga, como daquela humanidade e respeito pelo próximo que todos deveríamos ter dentro de nós. E isto numa época em que, principalmente na América profunda, existia uma clara segregação racial, criando algumas das mais cómicas e também mais dramáticas situações no decorrer do filme. De realçar, como é óbvio, o nomeado para Best Supporting Actor, Mahershala Ali, e o seu igualmente fabuloso Don Shirley, o famoso pianista negro para quem Tony Lip vai trabalhar, que contribui para o brilhantismo do seu 'relações públicas'.

O que é que posso dizer, o Tony Lip de Viggo Mortensen conquistou esta miúda, pelos seus maneirismos e pormenores deliciosos constantes, uns atrás dos outros filme adentro! Sim, adentro mesmo, é daqueles filmes que nos consegue transportar para a história! Arrebatou-me! Agarrou-me como (quase) nenhum outro o fez!

Susana 

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Este ano não consegui ver todos os filmes nomeados para melhor filme do ano. Faltou-me o "Roma", o "Assim nasce uma estrela" (deves estar a pensar "imperdoável") e "Green Book" (quanto a este, a Susana já fez as honras da casa). Portanto não posso dizer que para mim é o melhor filme dos 8 nomeados, mas posso dizer que daqueles que vi foi o que desencadeou uma rapsódia no meu coração. Os batimentos cardíacos transformaram-se numa composição musical formada por fragmentos de poesia, ritmo, amor e grandes memórias.

Sim, "Bohemian Rhapsody" é o meu filme de 2018! E vou estar a torcer para que ganhe o Óscar de Melhor Filme do ano na madrugada da próxima segunda-feira. Já que tenho quase, quase a certeza que Rami Malek vai levar para casa a estatueta que irá colocar ao lado do Globo de Ouro, do BAFTA, entre outros que já recebeu… tudo graças à sua interpretação de Freddie Mercury, que  foi a kind of magic.



Confesso que nos anos 80 não estava muito virada para os Queen. A minha onda era mais: Bananarama, A-ha, Duran Duran, Kim Wilde, Wham, só para citar alguns. Mas com a idade o gosto fica mais apurado e, hoje em dia, tenho de te dizer que GOSTO MUITO das músicas dos Queen!

Assistir a este filme foi, acima de tudo, uma viagem no tempo. Relembrei a minha adolescência, as amigas da altura, as músicas que ouvíamos, a forma como nos vestíamos, os posters que a minha mãe não me deixava colar na parede do quarto. Mas, acima de tudo, este filme levou-me de volta ao LIVE AID. A esse momento épico e inesquecível, promovido por Bob Geldof, a que assisti na televisão e que ainda hoje me arrepia quando penso nele. Momento épico também para os Queen, que receberam todo o carinho e reconhecimento das 80 mil pessoas que fizeram do Estádio de Wembley o local mais cool do dia 13 de julho de 1985.

"Bohemian Rhapsody" é o love of my life desta edição dos Óscares. Podia-te dizer que é o meu favorito, porque aborda o amor, a amizade, a luta pelos nossos sonhos, a coragem de admitir os nossos erros e de voltar atrás, de não ter medo de ser diferente… Mas acima de tudo lembra-nos que todos nós podemos ser  campeões. Todos podemos ser o melhor de nós! Freddie Mercury foi… E podia ter sido muito mais se o destino não o levasse para uma outra constelação longe de nós.

Na noite dos Óscares i want it all: melhor filme, melhor ator, melhor montagem, melhor edição de som e melhor mistura de som!

Rosarinho


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As escolhas das miúdas para o Óscar de Melhor Filme 

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