5 coisas que não sabes sobre mim


Supostamente tinha tirado a tarde de hoje para te escrever sobre o III Festival de Dança GIPA. Mas como ainda não recebi as fotografias tiradas pelo Flávio Timóteo e o vídeo do nosso novo parceiro Beto Kavalcante (tenho de te falar dele num outro post), sentei-me à secretária com um bloqueio criativo. O que é que eu te poderia contar hoje?  Então fui até ao Pinterest numa tentativa de estimular a criatividade (é o local perfeito para acabar com este tipo de frescuras). Lembrei-me daquelas listas giras de temas para soltarmos a nossa escrita. E lá me inspirei. Sendo assim vou contar-te 5 coisas que não sabes sobre mim.


1. Tenho pavor de osgas, gafanhotos e baratas
Não me perguntes a razão pela qual morro de medo destes bichos, mas a verdade é que sofro demais quando vejo uma destas espécies perto de mim. Eles não fazem mal nenhum ao ser humano. O maior predador à face da terra somos nós. Mas ainda assim fujo deles como o diabo da cruz. Lembro-me de um episódio passado no Brasil que envolve um destes seres. Estava numa casa de praia em Ubatuba, a tomar um pequeno-almoço delicioso e viver uns dias incríveis, quando uma osga nojenta (lá chamam lagartixa) faz a sua aparição triunfal numa das paredes da sala. Dei um grito tão grande (não sei se ela sentiu a vibração da minha histeria) que a bicha desapareceu por entre as vigas de madeira do teto. Claro que as pessoas que estavam comigo à mesa apanharam um real susto e ainda fizeram troça de mim. Escusado será dizer que nessa noite não preguei olho.

2. Não sei fazer o pino
Por mais aulas de ginástica que tenha frequentado nunca consegui fazer um pino sem ajuda. Braços fraquinhos... Estar de cabeça para baixo não é para mim... Ou simplesmente não tenho mesmo jeito... nem vontade de aprender. Nunca encontrei uma explicação. Mas isto irritou-me durante muito tempo, principalmente quando via a malta a fazer o pino como se estivessem a tomar um chá. Deve haver algum truque que nunca me disseram. Mas sabes que mais? Nem quero saber. Fico feliz por me recordar que fazia lindamente a espargata em cima da trave. A falta de jeito para o pino não permitiu que passasse para a aula especial em que as meninas usavam um maillot bem mais giro do que o das classes ditas 'normais'.

3. Adoro plantas, mas às vezes 'mato' algumas
Isto sim, entristece-me. Já fui bem pior. Eu não sei se é agua a mais, ou a menos, se é luz a mais ou a menos... O que é certo é que por muito carinho e conversa que lhes dê, de vez em quando lá se vai uma ou duas. Vou-te dar um exemplo. Há duas semanas comprei um Jacinto. Ainda não tinha florescido. Dois dias depois de estar aqui em casa as flores começaram a desabrochar. Lindas, brancas, cheirosas. Fiquei tão feliz! Três dias depois começaram a murchar. Terá sido luz a mais? Parece que estão queimadas. No outro dia morreu o manjericão... paz à sua alma. Restam-me as suculentas que resistem a tudo (até à Rosarinho) e os abacateiros (coloquei dois caroços de abacate em água e estão lindos... agora tenho de os levar para a terra... medo).  

4. Gosto muito de cantar. Falta-me é o talento.
Canto em todo o lado: no carro, no trabalho, em casa, nos concertos, quando corro... Mas não tenho jeito nenhum. Desafino. Sou uma verdadeira cana rachada. Noutra vida até posso ter sido uma cantora de sucesso (uma estrela de um musical da Broadway), mas nesta vida canto para espantar os males e as pessoas mais chatas! A verdade é que o simples ato de cantar deixa-me muito feliz. Deve ser a energia que sinto quando embarco no ritmo e na letra da música. Por vezes, imagino-me num palco a cantar para milhares de pessoas. Improviso um microfone e uma coreografia à maneira e no fim agradeço os aplausos imaginários. Diva louca!

5. Não gosto de conduzir em sítios que não conheço
A razão é muito simples. Tenho um fraco sentido de orientação. Admiro MUITO aquelas pessoas que entram no carro rumo à aventura. Até posso fazer isso mas ao meu lado tem de estar alguém que conheça o caminho. Só de pensar na possibilidade de estar numa grande cidade, dentro do carro, sem saber para onde vou, fico stressada. Até já sinto as os músculos tensos (sou bem cabaz de desenvolver uma contratura). Não! Se não conheço o sítio, vou de comboio, vou de táxi, de Uber, a pé ou de avião. Adoraria superar este obstáculo na minha vida...


Gostaram da forma como lidei com a minha crise de criatividade? Confesso que foi terapêutico! Mas ainda assim não creio que passe a amar osgas, que aprenda a fazer o pino, que me transforme numa exímia jardineira, que deixe de cantar ou que alugue um carro para conduzir em Londres (what?). Afinal ainda existe mais uma coisa que não sabes sobre mim... Vou viajar até à terra do Brexit (novamente).

Rosarinho

2 comentários

Andreia Moita disse...

Adorei a #divalouca! Sou igual. Canto muito. Dou concertos em casa sozinha. Os vizinhos ainda não disseram nada. Quanto à história de conduzir para sítios desconhecidos também sou igual. Gosto de conduzir a direito e sem stress ahaha! Gosto muito deste tipo de post, miúdas. Um beijinho às duas!

Armazém de Ideias Ilimitada disse...

Querida Andreia,
vamos formar um duo musical, o que achas?
Obrigada pela tua partilha.
Adorei escrever este post! A falta de criatividade deu nisto e parece que resultou bem ;)
Beijinhos das miúdas

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