Uma 'viagem' ao passado – Parte II


Se na semana passada leste o post Uma 'viagem' ao passado – Parte I, hoje não vais querer perder a segunda e última parte desta minha jornada em busca das minhas raízes alentejanas. E se, no primeiro post, 'viajámos' até Évora para conheceres algumas das histórias e estórias do lado materno da minha família, hoje, vamos dar um pulinho a Moura e desvendar  um pouco do passado do meu lado Figueira...

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Bisavós paternos

Para os lados de Moura, Baixo Alentejo, 'descobri' que a bisavó Cândida da Conceição Lopes, mãe da minha avó, era um doce de pessoa, muito amiga da família, em especial dos netos (deu para perceber a quem 'puxou' a minha querida avó). E, como era normal na época nas famílias mais pobres, foi durante toda a sua vida criada de servir, até a própria da vida lhe pregar uma partida e começar a perder a visão. Já do meu bisavô Manuel Rodrigues Rabisca (pois, apelido suis generis, a lembrar os Charuto de "Searas ao vento") pouco consegui saber, ficando apenas pelo nome numa certidão de nascimento, mas muito provavelmente também trabalhou no campo. Porém, para grande surpresa minha, a minha tia Regina (irmã do meu pai) conseguiu-me esta imagem do meu bisavô. 👇 Uma verdadeira relíquia! Obrigada tia!

Bisavô Manuel Rodrigues Rabisca ❤

De Mariana Luísa Patinhas, mãe do meu avô, sei que também trabalhou como doméstica e, ao contrário da bisavó Cândida, era uma mulher mais fria e menos afetiva para com a família (sem qualquer tipo de julgamentos, ok). Do bisavô Joaquim António Figueira, que dedicou a sua vida ao trabalho do campo, sei que há uma história daquelas 'quase à filme' que envolve uma forquilha, uma desavença e prisão. E mais não conto. É que os Figueira fazem parte do povo de brandos costumes até nos chegar 'a mostarda ao nariz'! Runs in the family... com as devidas distâncias, claro! Hahaha

Avó Maria do Carmo ❤

Avós paternos

Apresento-te a minha querida avó Maria 👆 (Maria do Carmo Rodrigues Rabisca). Mulher de fibra, trabalhou no campo, como era normal na época, na apanha da azeitona (sabias que o Azeite de Moura, ainda hoje, é o melhor a nível nacional?! mas o da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos), a fazer a monda, a ceifar cereais, enfim, you get the picture… Já em terras cascalenses trabalhou como empregada doméstica até a saúde lhe permitir. Mas acredita quando digo que a Maria do Carmo, ou Maria Rabisca como era chamada lá na terra (Moura), foi uma super-mãe e uma super-avó! Para todos os seus filhos, e para os 13 netos (e ainda alguns bisnetos)! Sem distinções! À sua maneira - às netas chamava 'cabritinhas' -, era a pessoa mais querida e amiga dos netos que tive o privilégio de conhecer! ❤

Avô Zé Figueira ❤

E o meu querido avô Zé 👆 (José do Nascimento Figueira), tio Figueira para toda a gente lá do bairro, e para mim, nos seus últimos anos de vida (foi o último dos meus avós a falecer), o meu Velhinho ou Zézinho! Foi trabalhador rural no Alentejo, onde varejou azeitona, mondou e ceifou cereais, chegou a trabalhar como varredor da Câmara Municipal de Moura (com algumas estórias caricatas também) e, mais tarde, já por terras de Cascais, foi também ele operário fabril na S.I.P.E., tal como o meu avô Eloi, em Carcavelos (fábrica de artigos elétricos, até há pouco tempo Legrand, e que agora está a dar espaço a um renovado centro empresarial). Porém, o meu Velhinho, que sempre foi mais 'adepto' da boa vida, e alguma boémia, e com maior dificuldade em demonstrar sentimentos, como é normal nos homens da sua geração, não deixou, contudo, de ter o seu jeito especial para lidar com os netos, de quem sempre foi muito amigo.

Assim encerro, de vez, esta 'viagem' ao passado, que me deixou ainda mais apegada às minhas raízes alentejanas e me faz entender um pouco melhor por que sinto aquela sensação de 'regresso a casa' de cada vez que vou ao Alentejo!
E a ti, onde te levam as tuas raízes?

Susana Figueira

Consegues adivinhar qual é a minha avó Maria? Esta foto é mais uma relíquia que a minha tia Regina me trouxe... É a mais pequenina, no meio!!!, e à sua direita está... a sua avó, logo minha tetravó!!!  😍 As outras mocinhas na imagem eram primas em segundo grau da pequena Maria Rabisca

E o que dizer aqui da elegância da avó Maria?! ❤ Com o vestido às bolinhas, na companhia da cunhada, a tia Vitória (irmã do avô Zé que também tive o privilégio de conhecer), e com a minha tia Regina 

E pensar que a vontade de escrever sobre a família surgiu da leitura de um livro!

Nota: na imagem de abertura deste post podes ver o meu avô Zé Figueira (o que tem a seta amarela), a carregar o farnel, na volta do campo com os seus companheiros

2 comentários

Andreia Moita disse...

Que bonito Susana. Que viagem! Também tenho uma avó Maria. E a tua, ali com o vestido às bolinhas, tem alguns traços teus. Ou tu dela! ahah bjs!

Armazém de Ideias Ilimitada disse...

Querida Andreia,
Que bom que gostaste! :-) Esta leitura deu mesmo vontade de 'resgatar' um pouco da vida dos meus antepassados mais próximos. E é verdade, tenho mais traços do lado paterno da família, feitiozinho e tudo! hahaha ;-) Beijocas

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